Pollyanna (Eleanor H. Porter)

O livro é bem rápido de se ler e possui uma linguagem simples e história encantadora.

Livros: Pollyanna
Autora: Eleanor H. Porter
Editora: Autêntica
Ano: 2016 (publicado pela primeira vez em 1913)
Nº de páginas: 180
Indicação: para todas as idades.

Sinopse

“Órfã de pai e mãe, Pollyanna, uma menina de 11 anos, é acolhida pela Tia Polly, sua única parente viva. Rica e intransigente, a tia é desprovida de compreensão e afetividade, e recebe a menina em sua casa como um dever.

Pollyanna, por sua vez, é uma menina encantadora, que a todos conquista com sua paixão pela vida e pelas pessoas, seu otimismo, sua alegria de viver… e o Jogo do Contente, que pratica e ensina a quem quiser aprender. Um jogo em que ninguém perde, todos ganham — e se transformam.”

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Resenha Mundo Sublinhado

Embora esta história tenha sido considerada pela crítica uma obra previsível e excessivamente sentimental, posso afirmar que me surpreendeu e me emocionou verdadeiramente. De fato não encontrei um enredo que não pudesse imaginar para onde iria, mas o que me pegou de surpresa foi a forma como a história mexeu comigo.

Todo mundo tem problemas. Uns mais pesados e outros mais leves, mas todos têm aquele dia em que você acorda e diz que não aguenta mais. Que está cansado da vida difícil que leva e etc… Até que chega um momento que você percebe que só sabe reclamar da vida. Foi isso que esse livro me fez perceber. Uma garotinha loira e cheia de sardas me deu uma lição. Eu estava apenas vendo o “copo meio vazio”. Deveria estar contente por, pelo menos, ter algo nesse copo e ele não estar vazio por completo.

Ao longo da narrativa somos apresentados aos seus personagens e seus respectivos universos. Universos? Sim. Muitos deles estão tão ligados aos próprios problemas que vivem presos às suas próprias amarguras, em um mundo à parte. Vivem tão isolados dentro de suas lamúrias e mágoas, que até se esqueceram de continuar vivendo.

Com seu jeito espevitado, sincero e ingênuo, Pollyanna chega e dá uma verdadeira reviravolta na vida dessas pessoas. Sem nem perceber essa menina cutuca a ferida de todos e deixa à mostra a verdade de que eles estão infelizes porque querem, que sempre há uma forma de ver o lado positivo de um problema e que deveriam estar contentes de não terem uma sina pior. E é com esta forma de ver o mundo que Pollyanna segue sua vida. Usando um vestido xadrez em vez de preto, pois seria mais difícil ficar contente de luto por seu pai ter ido para o céu ficar com sua mãe. Ficando contente por ser acolhida por uma tia que não a queria, por seu quarto (cedido pela tia rica) não ter quadros, mas ter uma janela com uma vista melhor que qualquer quadro. Alegrando-se por não ter um espelho, pois assim não veria as sardas que tanto detestava e ficando contente por não ter tanta coisa, pois assim seria mais fácil arrumar tudo. E por fim, acreditando que sua tia ao proibir de falar de seu falecido pai, estava tentando facilitar as coisas para ela.

Quando você vê uma menina que sonhava em ganhar uma boneca, receber um par de muletas e aprender a ficar contente por justamente não precisar delas, você percebe que deveria ficar feliz de ter contas a pagar, pois significa que você comprou o que precisava e queria.

Então quando achar que está cheio de problemas, aceite a mão estendida dessa menina e deixe que ela te ensine a ver a vida de outra forma e fique eternamente contente por ter tido essa oportunidade.

Considerações finais

 O livro foi escrito e publicado inicialmente em capítulos pela primeira vez em um jornal de Boston, Estado Unidos, em 1912. Somente em 1913 que foi publicado como livro. Sendo assim, os capítulos não possuem uma ligação tão direta como nos livros atuais. É um formato excelente para quem gosta de ler para filhos antes de dormir.

Ariel Jasmim

Um comentário sobre “Pollyanna (Eleanor H. Porter)

  1. Arwen disse:

    Pollyanna tem cara de infância, lembro de ganhar um exemplar já surrado, com uma menina loura e sardenta na capa. Já me identifiquei de cara kkkk Li muito rápido e foi uma das primeiras vezes de que me lembro de ter me sentido órfã de um livro. Demorou um bom tempo para por as mãos no Pollyanna moça. Também gostei, mas senti que falto algo que tinha no primeiro e que havia me cativado.

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