Batiman vs Superman: A origem da justiça

Sempre fui um admirador dos Heróis DC. Diferentemente dos da Marvel (como Homem-Aranha, Capitão América, Homem de Ferro, etc.), que sempre foram mostrados como seres humanos, com seus erros e acertos, problemas diários e vida difícil, os da DC sempre foram mais intocáveis, deuses, sobre os quais sempre pairou uma aura mitológica. Afinal, para que servem os super-heróis se não para nos trazer esta ideia impalpável de seres acima do bem e do mal? E para nos fazer escapar do dia a dia às vezes tão cruel e desumano. – Presepada Geek – Por Marcelo Bastos

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Por isso gostava mais deles. Super-Homem, Mulher-Maravilha, extraterrestres hiperpoderosos, um Olimpo em quadrinhos. Aí veio o Batman… Putz, o Batman. Um cara sem poder algum, amargurado, violento, justiceiro, o oposto dos outros, e que veio formar a trindade sobre a qual todo o universo DC viria a ser formado.

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Nesta vertente é que estreia o filme “Batman V Superman – A Origem da Justiça”. Hoje, o panorama para filmes de Super-Heróis DC mudou muito. Desde 1978, quando Richard Donner fez o antológico Superman de Christopher Reeve (e trilha memorável de John Williams), imaginou-se que este tipo de filme traria uma contribuição maior ao cinema, com obras que consolidariam este universo. Ao invés disso, vimos altos e baixos, a começar pelo próprio Superman, que após o segundo filme, novamente sob o comando de Richard Donner, veio com mais três sequências desastrosas, bem como o fraco Superman de Bryan Singer (2006), que também não disse a que veio.

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O mesmo aconteceu com os filmes do Homem Morcego. Tim Burton consolidou o Batman de um contestado Michael Keaton, em 1989, como uma figura quase gótica, mas, novamente após uma ótima continuação (também comandada por Burton), veio Joel Schumacher acabar com a história e transformar o cavaleiro das trevas em um cavaleiro do arco-íris com direito a closes nos traseiros de George Clooney e Chris O’Donnell (além dos famigerados mamilos nas placas de peitoral). Desastre total.

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Com a DC patinando, a Marvel vendeu direitos de alguns de seus personagens a outros estúdios. Foi assim que o Homem-Aranha veio pela Sony e os mutantes e quarteto fantástico pela Fox. Novamente, altos e baixos no gênero (ou alguém gostou dos três últimos filmes do Aranha e do Quarteto Fantástico?). Foi pelas mãos da Disney (com o gatilho vindo da Paramount) que a Marvel se reergueu e construiu seu império, criando seu próprio estúdio e dominando o mercado do gênero atualmente.

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Em 2005, a DC/Warner tentou de novo e fez história com a trilogia Batman de Christopher Nolan, impondo respeito ao gênero (com direito a Oscar), mas patinou feio no filme do Lanterna Verde. Em 2013, o Superman ressurgiu pelas mãos do empolgado Zack Snyder, em um filme irregular, que até hoje divide opiniões e acumula diversas críticas negativas (eu, particularmente, não gosto do filme).

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Aí veio a ideia de um Universo Cinematográfico DC. Claro que não veio do nada. As montanhas de dinheiro faturadas pela Marvel/Disney abriram os olhos da Warner. Como fariam? Quem seria o mentor de um panorama que poderia ser a ruína ou a glória da DC? Começaram pelo que deu certo. Chamaram Christopher Nolan para cuidar da parte executiva (basicamente, dar crédito ao projeto) e trouxeram novamente o contestado (mas funcionário exemplar) Zack Snyder para dirigir o filme que seria o pontapé inicial: Batman  V Superman.

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O que esperar deste filme? Tudo e mais um pouco. A Warner não jogaria milhões de dólares (rumores apontam para algo próximo de $410) e nem investiria em propaganda e marketing viral à toa. Tampouco adiariam o filme (era para estrear em 2015) se não se preocupasse com sua qualidade, que sobre vigas sólidas consolidasse seu universo. Após a première de New York no domingo à noite, o twitter fervilhou com reações em júbilo do público, clamando que o longa era tudo o que se esperava dele e mais um pouco, épico, poderoso, emocionante. Não faltavam adjetivos… a resposta da crítica? Francamente, pouco importa. A trindade chegou no cinema, e a Liga vem logo atrás, algo aguardado por milhares de pessoas há décadas. A missão de Snyder é a mais simples e a mais complicada do mundo: satisfazer a criança de 10 anos dentro de nós. Não é agradar crítico cujo filme favorito do ano passado foi ‘Spotlight’ ou ‘A Grande Aposta’, é falar com milhões de fãs que estão há 3 anos sedentos por um espetáculo memorável.

Dia 24/03, saberemos se a espera valeu à pena.

Presepada Geek – Por Marcelo Bastos

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