A garota americana (Meg Cabot)

Sam vai perceber que passou a vida inteira acreditando em uma idealização de vida perfeita, que na verdade não era exatamente o que lhe faria feliz, pois não via aquilo que estava à sua frente, e sim o que idealizava ser.

Livro: A Garota Americana
Autor: Meg Cabot
Editora: Record
Número de páginas: 352
Ano: 2005
Nota do Skoob: 4,2
Minha nota: 4,5
Literatura Juvenil

Sinopse

Samantha Madison é uma menina ruiva e rebelde de 15 anos, cheia de problemas. Filha do meio, vive oprimida pela beleza da irmã mais velha Lucy e a inteligência de Rebecca, a caçula. Para piorar, ainda está apaixonada por Jack, namorado de Lucy. Em Washington, capital dos Estados Unidos, leva uma vida muito parecida com a de tantas outras garotas de sua idade. Até que um dia resolve matar uma aula de arte e, por acaso, salva o presidente americano de uma tentativa de assassinato. Samantha logo se transforma em uma celebridade internacional. E vê sua vida virar de cabeça para baixo ao ser nomeada embaixadora da ONU, sem saber exatamente o que o cargo significa. As coisas ficam ainda mais enroladas quando descobre que aquele colega de sala bem bonitão é o filho do presidente. E está apaixonado por ela. Um romance muito divertido sobre os problemas, desejos e anseios de uma garota americana, que bem poderia ser uma típica adolescente como muitas que conhecemos.

Resenha Mundo Sublinhado

Samantha passou grande parte da vida querendo aquilo que não tinha, idealizando em algumas pessoas o estereótipo de “perfeito”.

Ela tinha uma grande paixão, Jack, mas havia uma coisinha que o separava dela: ele era namorado de Lucy, sua irmã. Só que ela não entendia o porquê, visto que Lucy fazia o tipo completo de uma adolescente popular americana – passava os dias folheando revistas fúteis, conversando sobre coisas fúteis, acordando cedíssimo para cuidar da aparência – e Jack era um completo artista e revolucionário – pintava quadros retratando uma junventude americana apática, atirou uma pedra no vidro do escritório do próprio pai para lutar contra os testes realizados em animais. Sonhava então com o dia em que Jack enfim se tocaria que sua alma gêmea era na verdade Sam.

Só que tudo mudou quando um dia, gazetando a aula de desenho (que seus pais a obrigaram fazer), salvou a vida do: (rufem os tamboreeees) Presidente do Estados Unidos da América.
Sua rotina virou de cabeça pra baixo, com repórteres acompanhando sua vida diariamente, coletivas de imprensa, pessoas que costumavam ignorá-la e agora lhe davam total atenção, e David, seu colega fofo da aula de desenho, era o filho do presidente.

Sam vai perceber que passou a vida inteira acreditando em uma idealização de vida perfeita, que na verdade não era exatamente o que lhe faria feliz, pois não via aquilo que estava à sua frente, e sim o que idealizava ser.

Minhas considerações

Esse livro é ótimo! Dei boas e altas risadas lendo ele. A leitura é bem leve, agradável e rápida.

Sam é uma personagem divertidíssima, e como o livro é narrado por sua visão, tem sempre um toque engraçado em seus pensamentos.

Não sou e desde o livro não fui #teamJack, na verdade sempre achei ele um bobão, haha, mas acho que era essa a intenção de Meg quando escreveu o livro. Lucy, apesar de ser um tanto fútil, é uma personagem encantadora e esteve sempre ao lado da irmã (mesmo que as vezes tenha sido só pra se aproveitar da fama). E David sempre foi um fofo, com seus sorrisos misteriosos, e desde o início foi um personagem fantástico.

A Meg Cabot sempre arrasa em seus livros, mas mesmo adorando a obra, achei que faltou um “tcham” que me prendesse no livro. Entretanto, acho a leitura super válida, e me ensinou diversas coisas para a vida.

Minhas frases sublinhadas

“— Você desenha uvas lindas, mas não são as uvas da mesa. As uvas da mesa não são tão perfeitamente oblongas, e também não são todas do mesmo tamanho. O que você desenhou aqui é a ideia que você tem sobre como uvas devem ser, e não as uvas que estão de fato na nossa frente.” (página 48)

“— Olha só, é fácil. Antes de começar a mudar as regras, a gente precisa aprender quais são. E é exatamente isso que a Susan está tentando ensinar para nós. Ela só quer que você aprenda primeiro a desenhar o que está vendo, antes de passar para o cubismo, para o abacaxismo ou qualquer ismo que você escolher.” (páginas 200 e 201)

“Está mesmo. Todos os sinais estão aí. Não consigo dormir, não consigo comer… nem hambúrguer. Toda vez que o telefone toca, meu coração dispara… Mas nunca é para mim. Nunca é ele.” (página 306)

Contém spoiler

“E a verdade é que os seres humanos não funcionam direito de coração partido. Tipo assim, claro que dá pra viver uma vida sem o David. Mas que tipo de vida seria essa? Tipo uma vida vazia. Tipo assim, o amor me apresentou uma oportunidade perfeita, e eu estraguei tudo.” (página 307)

“E a razão número um por que eu fico contente por não ser a Gwen Stefani:
1. Porque daí eu não ia ser eu.” (página 347)

Segundo livro da série A garota americana “Quase Pronta”

Sinopse

Após ter salvado a vida do presidente, tornado-se a Embaixadora Teen da ONU e ainda conquistado o coração do primeiro-filho, a vida de Sam com certeza não poderia ser considerada normal. Já não bastasse suas responsabilidades com a escola, com as aulas de pintura e com suas funções como embaixadora, seus pais ainda a obrigaram a arranjar um emprego de meio período em uma videolocadora para que ela pudesse aprender a valorizar mais seu dinheiro.
E então a proximidade com o feriado de Ação de Graças traz, além do convite de David para Sam viajar com ele e seus pais, muita preocupação e dúvidas para a heroína americana, que aumentam ainda mais com as aulas extras de pintura com modelos vivos. Como aguentar tanta pressão, principalmente com o grupo “Caminho Certo”, na escola, aterrorizando as prováveis garotas que não souberam dizer não aos seus namorados.

Essa série foi uma das primeiras que a Laise leu quando adolescente, e assim como eu, ela ama essa história. Espero que assim como nós, vocês também gostem bastante!

Até semana que vem, beiJU

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