Sushi (Marian Keyes)

Lisa é determinada, controladora e independente. Ashling é o tipo de pessoa que sempre está disposta a ajudar. Clodagh tem a vida aparentemente perfeita, um marido bonito e atencioso, dois filhos lindos, não precisa trabalhar e é bonita. Sushi conta a história de três mulheres em busca da felicidade, para isso devem aprender que ser feliz está na habilidade em dar valor àquilo que já se tem.

Livro: Sushi
Autor:
Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas: 574
Ano: 2009
Nota do Skoob: 4
Minha nota: 3

*P.S.: Livro contém conteúdo adulto

Sinopse

Lisa Edwards, a durona e sofisticada editora de revistas, acha que sua vida acabou, quando descobre que seu novo emprego “fabuloso” não passa de uma ordem de deportação para a Irlanda, com a missão de lançar a revista Garota. Ashling Kennedy, a editora assistente da Garota, também tem seus problemas. É a Rainha da Ansiedade, e não é de hoje que sente que algo não está cem por cento na sua vida. E não só porque o que lhe sobra são bolsas, falta em cintura e namorado – mas porque, no fundo, no fundo, falta algo mais, como aquele pontinho minúsculo que fica na tela quando a gente desliga a TV à noite. Conhecida como “Princesa”, a vida sempre deu a Clodagh tudo que queria (e por que haveria de ser diferente, quando se é a garota mais bonita da turma?). Ao lado de seu príncipe e dois filhinhos encantadores, ela vive um conto de fadas doméstico em seu castelo. Mas então, por que será que nos últimos tempos anda sentindo vontade – e não pela primeira vez – de beijar um sapo? (Abrindo o jogo: de dormir com um sapo). Mais um sucesso de Marian Keyes, que vem divertindo milhares de leitores no mundo todo.

Resenha Mundo Sublinhado

Sushi conta a história de três mulheres em busca da felicidade.

Lisa é determinada, controladora e independente. Tem o emprego dos sonhos de qualquer adolescente – um cargo importante em uma das mais famosas revistas, a Femme. Ela tenta manter a sua vida estável e esconder os seus problemas após seu marido, Oliver, deixá-la. Seu lema é: estar sempre pronta para tudo, sempre arrumada para qualquer ocasião.

Ashling é o tipo de pessoa que sempre está disposta a ajudar, tendo em sua bolsa kit de primeiros socorros (quem sabe até de “segundos socorros”, “terceiros socorros” e cirurgia, haha). É muito ansiosa. Tem vários amigos e é bem sociável. Mas, tem dois grandes “dilemas” em sua vida: não tem cintura e nem um namorado. Acredita em superstições, tarôs, e em vários objetos que dão sorte ou azar.

Clodagh tem a vida aparentemente perfeita, um marido bonito e atencioso, dois filhos lindos, não precisa trabalhar e é bonita. No entanto, está cansada de dedicar-se integralmente à criação dos filhos – Molly e Craig – e Dylan, seu marido, nem sempre está em casa lhe ajudando, ele já não é mais aquele príncipe encantado de antes (pelo menos não na visão dela).

O cenário da história é em Dublin, mais especificamente no prédio onde se localiza a produção da revista Garota, a qual Lisa foi transferida para comandá-la, juntamente com Jack Devine. É lá que Ashling trabalha e onde sua história se interliga com a de Lisa, e por Ashling ser a melhor amiga de Clodagh, em alguns momentos as vidas das três se cruzam.

Temos também no livro personagens fantásticos, como Boo, um morador de rua; Marcus Valentine, um comediante; Ted e Joy, também melhores amigos de Ashling; os outros empregados da Garota, com Trix, Mercedes, Gerry e Bernard, que não são tão essenciais, mas dão um “tcham” no ambiente de trabalho do livro.

Sobre a felicidade que elas tanto buscam em coisas que ainda estão por vir, devem aprender que ser feliz está na habilidade em dar valor àquilo que já se tem.

Minhas considerações

Eu gostei do livro, não está entre os meus preferidos, mas é um bom livro para se ler com calma.
Existem muitos personagens, e mesmo após a metade do livro ainda é difícil lembrar quem é quem.
Não consegui gostar de Clodagh, fui com a cara de Lisa e amei Ashling!
Apesar de a história não me cativar e de não prender tanto, nada tenho a reclamar acerca da escrita de Marian Keyes, que é simplesmente fantástica!
No geral é um livro legal, não me arrependo de lê-lo e o indico.

Minhas frases sublinhadas

“As pessoas sempre gravitam em direção aos seus afins.” – Pág. 38

“Não podia me dar o que eu queria, mas isso não é motivo para eu ter ódio dele.” – Pág. 47

“Tudo o que Ashling sabia era que quase nunca se sentia completa. Mesmo nos seus momentos de maior realização, algo permanecia eternamente ausente, lá no mais íntimo do seu ser. Como aquele pontinho semelhante a um orifício que fica no negro da tela quando a televisão é desligada a noite.” – Pág. 53

“Desde que ele fora embora, a solidão soprava por dentro dela como um vento frio e triste.” – Pág. 59

“Lisa percorria o caminho sombrio de sua vida como uma sonâmbula. Embora uma sonâmbula bem-vestida e prepotente.” – Pág. 95

“Quando Deus fez o tempo, fez em boa quantidade.” – Pág. 104

“Se por um lado Ashling de fato pensava em coisas virulentas, por outro raramente se permitia dar vazão a elas, devido à nervosa suspeita de que tudo que vai, volta.” – Pág. 105

“Ninguém pode ser bom em tudo. Sou equilibrada.” – Pág. 110

“A depressão era um sentimento que acometia os outros quando suas vidas deixavam a desejar em termos de brilho. O mesmo que solidão. Ou tristeza.” – Pág. 175

“Sempre Pronta, esse era o lema de Lisa” – Pág 238

“Ele devia ser o tipo de pessoa cujo poder de atração cresce com o convívio.” – Pág. 293

“- Você não gosta de mim o bastante para brigar comigo.
Jack fixou nela seus olhos sombrios, e esperou um bom tempo antes de dizer a inegável verdade:
– Mas, quando as pessoas se gostam, não devem viver apertando o pescoço uma da outra.
– Conversa fiada – Disse Mai, veemente. – Se as pessoas não brigam, não fazem as pazes. Todos aqueles gritos e portas batidas mantêm a nossa paixão acesa.
Jack escolheu com todo cuidado as palavras que diria em seguida. Com uma delicadeza insuportável, aventou:
– Ou talvez apenas disfarcem o fato de que o sentimento não é tão grande assim.” – Pág. 357

“Todos aqueles meses separados sofreram um efeito-sanfona , que os condensou em menos de um segundo.” – Pág. 360

Até semana que vem, beiJU

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