PRAY FOR… (Crônicas da vida)

PRAY FOR…

Não é puritanismo, não é ingenuidade, mas, realidade. É diante da tragédia que as pessoas, sem ter uma tábua onde possam se agarrar, voltam seu olhar para Deus. E, aqui, nem estou falando de religião.  Prova disso é a hashtag que se espalhou pelas TLs do mundo todo, desde a última sexta-feira: #prayforparis. Imediatamente, para que não nos esqueçamos de outra tragédia, criou-se a #rezepormariana.

Mas a sua oração não pode ficar na esfera espiritual, mantida pra sempre no pensamento. “Vou rezar por Mariana. Vou rezar por Paris. Emanar energia positiva”. Não basta! Só reza bem quem sabe, entende e compreende que oração, também, é prática, um exercício diário.

 

 

A solidariedade é prática.

 

 

E para ser solidário a dor alheia, nem eu, nem você, precisamos estar em Paris ou Mariana. No Brasil, na Síria ou na França. Os pensamentos que relativizam tragédias já são uma “desoração”.

O Rio Doce que percorre cidades e cidades em Minas Gerais foi sepultado pela lama que desceu das barragens que romperam em Mariana. O Rio Sena que corta Paris perdeu a doçura por ter visto tantas mortes em uma única noite na cidade do amor. Não duvido que as lágrimas dos parentes das vítimas das tragédias no Brasil, na França ou em qualquer parte poderiam fazer nascer um novo rio. Cada um sabe onde lhe dói mais. E nestes casos, a dor é mais profunda no peito.

 

 

Rezar é para além do pensamento e da solidariedade. Rezar, também é procurar, sempre, ser mais humano. E ser mais humano é ser, sobretudo, tolerante.

Oremos.

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