Quando as sereias choram (Mirella Ferraz)

É um romance lindo que nos mostra que devemos sempre persistir, e não parar a nenhum custo quando algo ou alguém que amamos está em perigo, ou longe de nós.

Livro: Quando as sereias choram
Autora: Mirella Ferraz
Editora: Novo século
Número de páginas: 398
Ano: 2014
Nota Skoob: 4.3
Minha nota: 4.5

Sinopse

Uma lenda esquecida será recontada. A história de uma sereia e de uma santa real, adorada e renegada ao mesmo tempo. Santa Murgen, a ”nascida do mar”, a santa retratada como uma sereia, que incrivelmente mudou o mundo e até a maior religião existente. Eternizada nos Anais Irlandeses, ela conseguiu romper com tabus e estremecer o patriarcado.

Uma figura pagã inserida misteriosamente no seio de igrejas cristãs.
Amores, paixões, guerras e morte. O mundo viking visto através dos olhos aterrorizados dos cristãos, dos olhos azuis e sedentos por sangue de um guerreiro, mas principalmente, através dos olhos acinzentados de Liban, a menina que nasceu no mar e que carrega além de uma mágica ligação com o oceano e com um golfinho, questionamentos selvagens acerca do mundo que a rodeia.

Os mares escondem histórias misteriosas. E é uma, dentre tantas, que será contada agora. Porém, não se melindrem, será uma em especial. Afinal, esta é uma história contada através das lágrimas. Lágrimas derramadas por sereias…

Quando as sereias choram

Resenha Mundo Sublinhado

Liban é aparentemente uma garota normal. Tirando, é claro, que ela nasceu no mar e recebeu a benção de uma sereia, que seu melhor amigo é um golfinho, Ulisses e que ela possui um fascínio pelo mar.

Liban mora com o tio Burton, que a odeia por ser filha de um dinarmaquês. E, certo dia enquanto caminha pelo pequeno povoado Liban encontra o amor de sua vida, Ivar…
Durante semanas os dois se encontram escondidos do tio de Liban, até que resolvem fugirem juntos para bem longe dali. No dia em que Liban e Ivar colocam seu plano em ação e Liban vai se despedir de Ulisses e da praia que a acolheu durante tantos anos, uma tempestade acontece, e arrasta a garota para uma caverna no mar aberto.

Enquanto isso, Ivar espera por Liban em sua navegação e, como a garota não chega, ele vai até o povoado onde uma pessoa lhe conta que Liban está morta e este, desmotivado e entristecido vai embora com sua embarcação.

Por outro lado, Liban vira uma sereia e faz amizades com outras desta espécie e, com a ajuda delas vai em busca de Ivar, que está viajando sem rumo e sedento por sangue e vingança, após ter perdido sua amada.

Em uma longa e tortuosa jornada, Ivar vai ficando mais desesperado e Liban constrói mais amizades e muda o modo de pensar de muitas pessoas… Será que os dois amados conseguirão, enfim, ficarem juntos após tantos encontros e desencontros?

Minhas considerações

É um romance lindo que nos mostra que devemos sempre persistir, e não parar a nenhum custo quando algo ou alguém que amamos está em perigo, ou longe de nós. O livro é narrado em terceira pessoa e cada capítulo conta sobre uma das duas personagens principais, dando suas próprias opiniões.

Os personagens são muito bem descritas, exatamente como na época dos vikings. Com certeza a autora trabalhou duro para conseguir escrever com tanta clareza detalhes e costumes da época!

Eu sou apaixonada pelos detalhes que cada livro possui, por isso vou falar um pouquinho sobre os detalhes que gostei neste livro. A capa prendeu minha atenção… Uma garota dentro de uma concha, atrás há um viking brandindo uma espada e uma embarcação ao fundo, muito linda! Outra coisa que também chamou minha atenção é o título, pois tem tudo a ver com o livro. Ele foi muito bem escolhido!

Sem dúvidas está na minha listinha de romances favoritos.

Quando as sereias choram

Minhas frases sublinhadas

”Durante toda a sua vida, sentiu uma forte ligação com o mar. E quando estava sob suas águas, muitas vezes sentia como se não fosse capaz de deixá-las nunca mais.” página 217.

”Quem nos afasta de quem amamos não é o destino, mas nós mesmos. Ninguém pode afastar alguém de nossos pensamentos. Sequer a morte tem esse poder.”Deusa Fand, página 226.

”E todas as vezes que Liban entrava no mar, sentia como se as ondas fossem o toque suave e carinhoso de Amairani em sua pele. E quando ela molhava o rosto, ao voltar, apenas uma única gota de água salgada se demorava a cair, pois era a lágrima de Amairani…” página 398.

 

Até semana que vem.
Gaby Alievi.

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