Cidades de papel (Jonh Green)

Já falei várias vezes que esse é o meu livro preferido do autor, tem mistério e é muito engraçado, ri muito durante a leitura e por mais que a linguagem seja extremamente juvenil, acho que combinou com os personagens e ao contrário dos outros livros do Green, onde isso acaba se tornado cansativo, em Cidades de papel fez o livro ficar ainda mais divertido.

Livro: Cidades de papel
Autor: Jonh Green
Ano: 2013
Páginas: 368
Editora: Intrínseca
Nota Skoob: 4.85
Minha nota: 
4,55

Sinopse

Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

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Resenha Mundo Sublinhado

Cidades de papel é misterioso, começa com duas crianças (Margo e Quentin) encontrando um homem morto, o que faz os dois ficarem chocados, após isso a amizade não é mais a mesma e eles se afastam completamente, mesmo sendo vizinhos, até o dia que a linda, maravilhosa e desejada por todos, Margo, entra pela janela do quarto de ‘Q’ (como Quentin é carinhosamente chamado) e o convida para uma excursão pela cidade, onde os dois “se vingam” de uma maneira muito divertida do ex-namorado de Margo e de outras pessoas com caráter duvidoso.

Eles tiveram uma noite perfeita, e Q chegou à conclusão que foi a melhor da sua vida inteira, o problema é que Margo gosta tanto de mistérios, que se tornou um quando desapareceu misteriosamente na manhã seguinte.

Q decide seguir pistas deixadas por Margo para encontrá-la e seus amigos decidem ajudar, é aí que a história vai ficando cada vez mais envolvente, pois algumas pistas são confusas e eles não sabem se Margo realmente quer ser encontrada.

Sobre o livro

Já falei várias vezes que esse é o meu livro preferido do autor, tem mistério e é muito engraçado, ri muito durante a leitura e por mais que a linguagem seja extremamente juvenil, acho que combinou com os personagens e ao contrário dos outros livros do Green, onde isso acaba se tornado cansativo, em Cidades de papel fez o livro ficar ainda mais divertido.

O que mais gosto dos livros do Green são as frases, algumas não se podem explicar, elas apenas conseguem resumir todo um sentimento ou um momento. Algumas das que mais gosto e que sublinhe estão no próximo tópico.

Minhas frases sublinhados

“Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio , nem ganhar um prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha do Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós.”
“Se eu surtasse toda vez que uma coisa ruim acontecesse no mundo, ia acabar completamente pirado.”
“Sou uma grande adepta do uso aleatório de maiúsculas. As regras de letra maiúscula são muito injustas com as palavras que ficam no meio.”
“Uma cidade de papel para uma menina de papel. (…) Eu olhava para baixo e pensava que eu era feita de papel. Eu é que era uma pessoa frágil e dobrável, e não os outros. E o lance é o seguinte: as pessoas adoram a ideia de uma menina de papel. Sempre adoraram. E o pior é que eu também adorava. Eu tinha cultivado aquilo, entende? Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim, não totalmente.guarda roupa planejado.”
“É muito difícil ir embora – até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.”
“Ir embora é uma sensação boa e pura, apenas quando você abandona uma coisa importante, algo que tem significado. Arrancando a vida pela raiz. Mas só se pode fazer isso quando sua vida já criou raízes.”
“Isso sempre me pareceu tão ridículo, que as pessoas pudessem querer ficar com alguém só por causa da beleza. É como escolher o cereal de manhã pela cor, e não pelo sabor.”
“Acho que o tédio nunca me entediou.”
“Em algum lugar eu paro e espero você.”
“Começou um curto diálogo de mim, comigo mesmo.”
“Você espera que as pessoas não sejam elas mesmas.”
“O para sempre é composto de agoras.”
“Nada acontece como a gente acha que vai acontecer.”
“Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos.”
“Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… E nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. (…) Mas ainda há um momento entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros. ”
“A gente ia ser feliz, a gente ia ser um do outro, a gente ia .. ia… ia… E não foi.”
“E então você me surpreender. Para mim, você tinha sido apenas um garoto de papel por todos aqueles anos: um personagem de duas dimensões no papel e uma pessoa de duas dimensões na vida real, mas ainda assim sem profundidade. Só que, naquela noite, você se provou uma pessoa de verdade. E acabou sendo tudo tão estranho, divertido e mágico que, assim que voltei para meu quarto, senti saudade de você.”
“Os dedos dela eram do tipo que qualquer um gostaria de entrelaçar aos seus.”
“Fico de pé no estacionamento, me dando conta de que nunca estive tão longe de casa, e aqui está a menina que amo, mas que não posso seguir. Espero que seja esta a provação do herói, porque não ir atrás dela é a coisa mais difícil que já tive que fazer.”
“- De perto tudo é mais feio. – disse ela.
– Não você. – respondi sem pensar.”

Agora, vamos assistir ao filme e ver se a adaptação cinematográfica será tão boa quanto o livro.

Espero que tenham gostado, até a próxima,
Mil beijos, Laise Caroline

 

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